Publicado por: Biblioteca Professor Adriano Santos | 10 de Outubro de 2021

The making of a flag_The Union Jack

Atividade desenvolvida pelos alunos do 6º ano. Parabéns a todos!

Publicado por: Biblioteca Professor Adriano Santos | 7 de Junho de 2021

“THE TIME”

Publicado por: Biblioteca Professor Adriano Santos | 23 de Fevereiro de 2021

Postais de S. Valentim

7º ANO

9º ano

6º ANO

Publicado por: Biblioteca Professor Adriano Santos | 16 de Fevereiro de 2021

S. Valentim

8º ano | T1

8º | T2

8º | T3

8º | T4

Publicado por: Biblioteca Professor Adriano Santos | 17 de Dezembro de 2020

CHRISTMAS MESSAGES.

Publicado por: Biblioteca Professor Adriano Santos | 10 de Dezembro de 2020

Postais de Natal

Publicado por: Biblioteca Professor Adriano Santos | 9 de Dezembro de 2020

O Natal diferente

 Joana e os pais sempre viveram a época natalícia com grande entusiasmo! Todos os anos no primeiro dia de dezembro viajavam para o interior, a terra dos seus pais, para estarem mais perto dos seus avós, que só viam naquela época.

Joana era uma menina de 8 anos, acreditava no Pai natal, nas cores do arco-íris, nos sonhos, nas fadas, e todas as criaturas do mundo de encantar. Vivia com os pais e o irmão mais velho na cidade, bem longe de toda a família. O pai era engenheiro numa grande empresa de produtos alimentares e a mãe era professora numa escola para meninos com características especiais.

 Quando se aproximava a data da partida, Joana começava logo a imaginar quais seriam as aventuras que iria viver com os avós, o que teria preparado o avô naquele ano para si e que surpresa doce teria a avó à sua espera.

            No dia da partida, Joana estava eufórica, corria pela casa com o ursinho que os seus avós lhe deram no Natal passado nos braços, sempre a dizer:

 -Vamos pai! Vamos mãe! Henrique larga o telemóvel, vamo-nos divertir! Vamos para casa da avó comer pão-de-ló com queijo, procurar fadas na floresta e brincar com todos os animais da casa dos avós!

            Depois de alguns minutos, todos estavam prontos para iniciarem a viagem e fizeram-se à estrada. Joana estava radiante pois só pensava nas aventuras que iria viver, nos beijinhos e atenção que iria receber dos avós, será que já teriam nascido animais novos? Chegaria a tempo de ir tirar os ovos à capoeira? E o leite da vaca que o avô tirava todas as vezes que ela lá estava e dava-lhe a beber da tigela ainda quentinho no celeiro? Será que o avô vai esperar por mim?

            Eram tantas a perguntas que a sua cabeça imaginária produzia ao segundo que mal dava para pensar nas respostas a todas elas.

            Na cidade, e porque os pais estavam quase sempre ocupados, o seu maior amigo era o seu ursinho que abraçava com força todas as vezes que se sentia triste, mas na casa dos avós não! Lá ela era a princesa e o avô o seu maior escudeiro das aventuras.

            Ao fim de três horas de viagem, ao longo da estrada, podia avistar a grande floresta onde se podia ouvir os pássaros a chilrear, ao mesmo tempo que as casas e prédios desapareciam como por magia. Parecia estar a entrar num novo mundo de encantar… e o cheiro dos doces da avó Maria já se podiam sentir….

            Depois de algum tempo finalmente chegaram a casa dos avós. Ficava numa pequena aldeia, com pouca população, a casa era de pedra, tinha uma cerca em madeira à volta para as ovelhas não dispersarem, e a grande chaminé a cuspir o fumo da lareira gigante da avó.

 À porta já estavam os avós de lágrimas nos olhos! Era o amor daqueles dois velhinhos cheios de rugas e com a bengala na mão à espera da família.

 -Olá a todos venham, para dentro a Maria já acendeu a fogueira!— disse o avô José com um sorriso rasgado.

 -Olá avô, estava cheia de saudades tuas, vamos apanhar maçãs e dar de comer à Lília e ao Totó-respondeu Joana muito excitada.

-Claro minha neta, vamos fazer tudo o que o quiseres, mas primeiro vamos aquecer-te e provar o bolo de chocolate que a avó fez para ti.

 Longos dias se passaram, finalmente Joana sentia-se amada, estava feliz mas, como se diz, o que é bom dura pouco e uma chamada inesperada do trabalho do pai estraga o Natal e obriga a família a regressar para casa mais cedo.

            Quando chegam a casa, a pequena dirige-se para o quarto com a sua mala cor-de-rosa às bolinhas para tirar o seu grande companheiro do monte de casacos e camisolas embrulhadas dentro do saco até que, grita:

             -O meu ursinho não está aqui, temos que ir a casa dos avós ele ficou lá! Mãe, pai, vamos buscar o meu ursinho!

  -Filha, agora não podemos ir lá, talvez a avó o possa enviar pelo correio. – disse a mãe a tentar reconfortá-la.

            Joana estava em lágrimas, foi para o seu quarto e ficou lá a jogar no telemóvel até que recebe uma chamada do seu avô que mostra à neta o que ele e o seu ursinho andavam a fazer na grande horta. Durante várias semanas a avó tirava fotos das suas aventuras com o ursinho e enviava a Joana. Ela logo se sentia melhor e passou a ver o que os avós faziam com o seu ursinho querido, esquecendo a dor de estar sozinha.

 Um dia a campainha tocou. Era o correio que trazia um embrulho para Joana. Era o seu ursinho que o avô enviou para si mas, surpreendentemente, Joana não ficou feliz pois percebeu que o ursinho deixava os avós felizes e eram os avós que a deixavam feliz, por isso, embrulhou novamente o ursinho num lindo papel colorido e pediu para entregar aos seus avós que ficaram muito felizes e animados por poderem cuidar do ursinho como se fosse da neta.

            Juntamente com o embrulho escreveu o seguinte bilhete.

“ Meus queridos avós, sonho um ano inteiro à espera do Natal. Não é com as prendas que sonho receber ou os doces que vou comer… é por vós que sonho e espero, pelo vosso abraço e os beijinhos que recebo, as aventuras que vivemos durante o tempo que passamos juntos a brincar sem medo ou pressas. Espero ver-vos em breve. Avó, brinca com o ursinho e continua a mandar-me fotos das tuas aventuras.

Beijinhos Joana.”

Graça Sofia, 9T1

Publicado por: Biblioteca Professor Adriano Santos | 9 de Dezembro de 2020

Uma tradição de Natal

Era uma vez, uma menina chamada Isabella, ela tinha nove anos, cabelos louros e sedosos, olhos verdes claros, um rosto redondo e um ar muito simpático. A sua época favorita do ano era o Natal, a magia desta época do ano fascinava-a, ela gostava particularmente de como as pessoas ficavam mais felizes, meigas, e prontas para ajudar, mais do que no resto do ano.

            Todos os anos ela escrevia uma carta ao Pai Natal, e naquele ano não foi exceção, decidiu pedir uma bicicleta.

 O dia de Natal tinha chegado e Isabella acordou em pulgas. Foi acordar os pais que ainda não se tinham levantado e foi com eles abrir os presentes que o Pai Natal lá tinha deixado.

            Quando abriu o seu presente, os seus olhos brilhavam como dois diamantes, tinha recebido a bicicleta que tanto queria, era uma bicicleta cor-de-rosa das princesas. Foi logo para o seu grande e bonito jardim que tinha flores de todos os tipos e um baloiço branco, andar na sua nova bicicleta. Passado algum tempo avistou um grupo de crianças, mais ou menos da sua idade, mas estas não estavam felizes, tinham uma expressão de tristeza e desilusão, então Isabella decidiu falar com elas.

 – Olá, eu sou a Isabella, estava a andar na minha nova bicicleta quando reparei que estavam tristes, o que não devia acontecer, especialmente neste dia. Está tudo bem? – disse Isabella.

 – Olá, eu sou o João e estes são os meus amigos, Carlos e Joana. – João era mestiço e vestia uma camisola verde e umas calças de ganga. –  Estamos tristes porque o Pai Natal esqueceu-se de nós, mais um ano. As nossas mães dizem que às vezes acontece, mas porque é que é sempre a nós? – respondeu o João.

 – Isso é terrível! Se quiserem podem andar na minha bicicleta. – disse ela.

            Enquanto eles andavam na bicicleta da Isabella, esta foi a casa falar com a mãe que estava a observá-la pela janela.

            – Olá querida, vi que fizeste novos amigos. – disse a mãe da Isabella.

 – Mamã, eles disseram que o Pai Natal se tinha esquecido deles e mais, este não é o primeiro ano que acontece isso. Será possível o Pai Natal se esquecer de alguém?

            A mãe da Isabella apercebeu-se logo da situação: os pais daquelas crianças não tinham dinheiro suficiente para lhes comprar as prendas de Natal, por isso propôs o seguinte a Isabella:

 – Por vezes, pode acontecer, mas porque não pegamos nos teus brinquedos antigos que já não usas e vamos dar àqueles meninos? Acho que tornaríamos o Natal deles muito mais feliz!

 Então, Isabella foi pegar em três brinquedos, embrulhou-os com a mãe e juntas foram oferecê-los aos novos amigos de Isabella.

            Estes, claro, ficaram para além de contentes, pois apesar de serem os brinquedos antigos de Isabella, eram os melhores que alguma vez tinham tido.

            A partir daquele ano, passou a ser tradição na casa de Isabella dar brinquedos a meninos de quem “o Pai Natal se tinha esquecido”.

Renata Barbosa, 9ºA, T1

Publicado por: Biblioteca Professor Adriano Santos | 9 de Dezembro de 2020

Um Natal distante

O jantar acabou como tinha começado, triste, melancólico e sem diálogo, Ricardo não sabia como contar a seu pai que tinha sido expulso da escola, logo na última semana antes das férias. Ainda por cima, quando o pai o fora buscar à escola estava profundamente chateado devido ao seu trabalho novo. Na cabeça de Ricardo passavam-lhe pequenos pensamentos sobre o que tinha acontecido na escola e que a culpa daquilo tudo não tinha sido só dele, mas sim também da parva da Joana que tinha a mania de se meter com os miúdos novos da turma. Tinha mesmo de contar ao pai que no outro dia não iria repetir a mesma rotina de todos os dias, desde há seis meses para cá. Pensou no último Natal, estava tudo controlado nessa altura, quando a mãe ainda estava por perto e ainda o safava das asneiras que fazia. Mas a mãe já não estava cá, aquele acidente tinha-a retirado da sua vida, e o que agora restava eram memórias.

            Ganhou coragem, passadas algumas horas, e contou ao pai que tinha sido expulso por uma semana. O pai ficou muito chateado e achou que o melhor castigo para Ricardo era passar as férias de Natal onde viviam os avós maternos. Uma aldeia deserta, sem internet, sem os seus amigos, que ultimamente eram os únicos que lhe traziam felicidade. Ricardo ficou totalmente abalado, mas mesmo com diversas tentativas, não conseguiu mudar as ideias de seu pai. Este também precisava de tempo para pensar e organizar a sua mente, a partida da esposa não estava a ser fácil. No dia seguinte, já na estação de comboio, despediram-se, Ricardo só pensava na seca que ia apanhar nas próximas semanas. Entrou no comboio, colocou os fones, na tentativa que a música o fizesse esquecer do que estava a acontecer. O comboio finalmente chegou, foi a pé até a casa dos avós, e deparou-se logo com a sua avó, vergada a apanhar flores. Chamou-a e quando a avó se voltou, este inundou-se nos seus olhos azuis de mar, que eram a cópia dos olhos da sua mãe.

            Os dias iam passando, e Ricardo sentia um vazio dentro dele, até que, quando faltava uma semana para o Natal, conheceu Teresa. Tudo mudou, tudo ficou mais colorido, mais bonito. Aquela miúda de cabelos de ouro, pele de neve, olhos grandes e verdes, lábios fininhos e sempre com um sorriso na cara, cativou-o. Sentiu algo forte, inexplicável. Passou a encontrar-se com a mesma todos os dias seguintes, o sorriso dela encantava-o, a energia que esta transmitia era algo que Ricardo sentia que era necessário, esta passou a ser o seu último e primeiro pensamento de todos os dias. Agora pensava que ter ido para aquela aldeia aborrecida, tinha sido a coisa mais feliz que lhe acontecera desde o acidente. Conversava com Teresa sobre tudo, achava que esta o compreendia e que só a sua simples presença tornava tudo mais simples, descomplicado, tal como a mãe antes fazia.

  O Natal aproximava-se e estes já sabiam que o iriam passar juntos, todos na aldeia se juntavam para a ceia. Estava com um sentimento nunca antes sentido e mais entusiasmado do que para qualquer outro Natal. Quando finalmente chegou o grande dia, as decorações colocadas por Ricardo e Teresa brilhavam por toda a aldeia, este arranjou-se para a missa e quando lá chegou, com os avós do seu lado, deparou-se com a figura mais bela que já vira, Teresa num vestido vermelho pequenino, com duas tranças no cabelo e um batom muito clarinho que foi uma das primeiras coisas que Ricardo notou. Elogiou-a e sentados um ao lado do outro a missa passou. Chegou a altura do jantar e o seu pai, acabado de chegar à aldeia, juntou-se a eles, este abraçou-se a Ricardo e viu o quanto estava diferente. Ricardo, por outro lado, sentiu aquele abraço como se tivesse sido o primeiro abraço dado ao seu pai.

  A ceia começou. Ricardo sentiu-se completo pela primeira vez em seis longos meses. Teresa agora fazia parte da sua vida. Foi um Natal diferente, mas bom, seguro. E apreciou o que tinha, mais do que nunca, sentiu também a mãe no seu coração, mesmo não estando presente. Um dia marcante para Ricardo, um Natal inesperado.

Maria, 9ºT1

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